A METADE VIETNAMITA
O Ao Dai, o Dan Bau e a Dança Folclórica Vietnamita
Para além da apsara de Cham, o espetáculo é uma viagem pela tradição vietnamita — o traje nacional, a cítara de uma corda e as danças folclóricas que ligam os vários momentos.
Veja os bilhetes do Espetáculo Charming Da Nang na GetYourGuide ↗O ao dai em palco
O ao dai — uma túnica de seda longa e justa, usada sobre calças fluidas — é o traje nacional do Vietname, e a sua sequência em palco é um dos momentos mais fotografados do espetáculo. Em conjunto, os painéis longos e as linhas graciosas transformam movimentos simples em algo cerimonial e inconfundivelmente vietnamita. Enquanto a abertura de Champa é antiga e hierática, o movimento do ao dai aproxima-se do presente — a imagem de elegância da nação moderna, posta em música e movida em uníssono.
A voz do dan bau
Escute, nos números mais calmos, o dan bau — a cítara vietnamita de uma corda só, um instrumento que quase não existe noutro lugar, que dobra uma única corda numa nota plangente, vocal, quase humana. É muitas vezes o som por baixo da dança do lótus, e carrega uma melancolia particularmente vietnamita que nenhuma orquestra poderia substituir. O som tradicional ao vivo do espetáculo é parte do que o distingue de um mero espetáculo genérico; o dan bau é a sua voz mais singular.
O lótus e as danças folclóricas
O lótus — a flor nacional do Vietname, um símbolo budista de pureza que emerge limpa da água lamacenta — dá ao espetáculo o seu movimento mais lírico, com bailarinos que se abrem e fecham como pétalas. À sua volta correm danças folclóricas vindas de todo o Vietname, cada uma com a sua cor regional, e números acrobáticos que elevam a energia entre os momentos centrais. Juntos, fazem do espetáculo uma visita compacta à tradição performativa vietnamita, e não apenas às suas raízes Champa.
Antigo e novo, lado a lado
O que liga os números vietnamitas à abertura Champa é a ideia central do espetáculo: esta costa é feita de camadas. A apsara pertence a Champa; o ao dai, o lótus e as danças folclóricas pertencem ao Vietname que se seguiu; a paisagem urbana projetada pertence a Da Nang de hoje. Vê-los em sequência é, na verdade, ver um lugar contar a sua própria história em movimento — templo antigo, cultura nacional, cidade moderna — e é por isso que o espetáculo recompensa quem conhece um pouco de cada camada.